
Sempre estudei em colégio de freiras, uma coisa que agradeço todos os dias da minha vida, pois esta experiência me trouxe uma coisa muito boa, humor!!!
Não que isto era ensinado no colégio, muito pelo contrário, era o que faltava.
E não tinha coisa melhor que rir durante uma oração, principalmente na capela.O curioso é que eu era uma criança que não ria durante o intervalo ou na sala de aula.Parece que guardava o riso para a oração, para a capela.O riso vinha da obrigação de ficar sério.Todas aquelas crianças enfileiradas, do menor para o maior, bom, eu era um dos primeiros da fila, dádiva dada geneticamente por Deus.Tinham várias filas de crianças, todas organizadas, para a reza inicial.Sim tinha a reza inicial, depois a reza do meio dia, depois a reza do recreio, a reza na capela, a reza na aula de religião, a reza na saída.Todas elas exaltando "Mary, The Grandmother".
O curioso é que rezávamos tanto, exaltávamos tanto, decorávamos letras de canções, e eu olhava para aquelas imagens e elas estavam sempre sérias, tristes.As madres estavam sempre sérias e tristes também.Nada mudava.È daí que vinha a vontade de rir.
Eu, uma daquelas estátuas sérias, chorando, de rir.Milagre.
O melhor de tudo era quando brincávamos de esconde-esconde, ou pega-pega na escola.Meu lugar preferido, meu esconderijo era a a capela.
Sabia que ninguém iria se atrever a me procurar lá, ninguém se atreveria a "brincar" na casa de Deus.E se entrasse uma madre, era só sentar no banco, abaixar a cabeça, fingindo rezar.Não importaria qual reza era, afinal eram todas iguais.
"O hábito, esse demônio que devora todos os sentimentos"
Não que isto era ensinado no colégio, muito pelo contrário, era o que faltava.
E não tinha coisa melhor que rir durante uma oração, principalmente na capela.O curioso é que eu era uma criança que não ria durante o intervalo ou na sala de aula.Parece que guardava o riso para a oração, para a capela.O riso vinha da obrigação de ficar sério.Todas aquelas crianças enfileiradas, do menor para o maior, bom, eu era um dos primeiros da fila, dádiva dada geneticamente por Deus.Tinham várias filas de crianças, todas organizadas, para a reza inicial.Sim tinha a reza inicial, depois a reza do meio dia, depois a reza do recreio, a reza na capela, a reza na aula de religião, a reza na saída.Todas elas exaltando "Mary, The Grandmother".
O curioso é que rezávamos tanto, exaltávamos tanto, decorávamos letras de canções, e eu olhava para aquelas imagens e elas estavam sempre sérias, tristes.As madres estavam sempre sérias e tristes também.Nada mudava.È daí que vinha a vontade de rir.
Eu, uma daquelas estátuas sérias, chorando, de rir.Milagre.
O melhor de tudo era quando brincávamos de esconde-esconde, ou pega-pega na escola.Meu lugar preferido, meu esconderijo era a a capela.
Sabia que ninguém iria se atrever a me procurar lá, ninguém se atreveria a "brincar" na casa de Deus.E se entrasse uma madre, era só sentar no banco, abaixar a cabeça, fingindo rezar.Não importaria qual reza era, afinal eram todas iguais.
"O hábito, esse demônio que devora todos os sentimentos"
