quarta-feira, 20 de agosto de 2008

VIVA O RIDÍCULO


Vamos nos ridicularizar
Pintar a cara das pessoas de ridículo
Mostrar a feiúra

Viva a feiúra!

Eterna feiúra que não se esconde
Não se camufla
Não se envergonha, se assume
Se humaniza,
se identifica
Quer aparecer por necessidade
Necessidade de dizer
Como eu queria sair por aí
Descabelar-me á mim mesmo

Me fazer de palhaço

Não me esconder da palhaçada, sem graça, que o mundo tenta ser
Por querer sempre, insistir e persistir, no querer "parecer"
Existe maior palhaçada que esta?
Existe maquiagem mais borrada e ridícula que esta?
Esta necessidade humana de querer aplauso e aprovação?
Vamos pelo menos assumir que não conhecemos nada aqui
Que não somos nada diante deste vasto universo que se expande
Vamos vomitar palavras como "mercado de trabalho"
Afinal não somos produto de mercado
Somos mercadores de trabalhos
Não somos peças de uma indústria

Somos gente

Romperemos as máquinas
Atrasaremos o processo, a produção, o dinheiro, o egoísmo, a pobreza, a televisão,
Atrasaremos Campos de Jordão
Produziremos incansávelmente a humanização
A valorização espiritual e não mercantilista
Este pensamento ainda arcaico
Ainda catequisador
Ainda bandeirante

Um comentário:

Kátia Gomes disse...

Como diria Renato Russo: "vamos celebrar a estupidez humana". Adorei esse, Fá.

:=*